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Antes de tomar posse, em 20 de dezembro, novo governante deve apresentar detalhes de como pretende reduzir o déficit público

O provável futuro primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, de centro-direita, pediu nesta sexta-feira aos mercados que deem tempo para que ele inicie a recuperação do país caso saia vitorioso na eleição do próximo fim de semana.

As pesquisas indicam um amplo favoritismo de Rajoy, do Partido Popular, sugerindo que o Partido Socialista será mais uma vítima política da crise financeira na zona do euro - que já levou à troca de governos na Grécia, Irlanda, Itália e Portugal.

Favorito a ganhar eleições espanholas, Mariano Rajoy pediu 'trégua' a mercados
EFE
Favorito a ganhar eleições espanholas, Mariano Rajoy pediu 'trégua' a mercados
Quarta maior economia da união monetária europeia, a Espanha pagava na quinta-feira juros de quase 7% nos seus títulos da dívida com vencimento em dez anos, um valor que economistas dizem ser insustentável, e que já levou outros países a recorrer à ajuda internacional.

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"Esperamos ... que eles (mercados) percebam que há eleições aqui, e que os vencedores têm o direito a um mínimo de tempo, preferencialmente mais do que meia hora", disse Rajoy a uma rádio.

Caso seja eleito, Rajoy só deve tomar posse por volta de 20 de dezembro. Mas, antes disso, espera-se que ele acalme os mercados apresentando detalhes de como pretende reduzir o déficit público e reformar a economia.

No último pregão antes da eleição, a Bolsa de Madri fechou em alta, enquanto Londres, Frankfurt e Paris registraram baixas.

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"O mercado está subindo, em parte, por causa de uma recuperação técnica, e também porque estamos esperando que o PP ganhe maioria absoluta na eleição geral de domingo", disse Javier Galán, gerente de fundos da empresa Renta 4.

Em uma campanha que foi dominada por questões econômicas, Rajoy prometeu cortes tributários imediatos para pequenas empresas que contratarem trabalhadores. O desemprego na Espanha ronda os 20%.

Mas a preocupação dos investidores não é só com a Espanha. Itália e França também despertam temores dos investidores, o que indica que, a não ser que haja uma solução mais ampla para a zona do euro, Rajoy não terá como salvar a Espanha do colapso.

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A ministra da Economia, Elena Salgado, mostrou-se resoluta nesta sexta-feira, dizendo que a Espanha terá como continuar se financiando, e que os juros sobre os títulos não refletem a realidade econômica.

"Pedir um resgate está totalmente fora de questão", disse ela em sua entrevista coletiva semanal.

Na última semana, o candidato socialista, Alfredo Pérez Rubalcaba, têm se empenhado em convencer seus apoiadores a saírem de casa para votar - não na esperança de vencer a eleição, e sim de evitar que o PP faça maioria absoluta no Parlamento.

Entenda a crise econômica

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