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Segundo chefe do grupo de ministros das Finanças da zona do Euro, novo programa financeiro para o país foi acertado politicamente

O chefe dos ministros de Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, disse que o novo programa financeiro para a Grécia foi politicamente adotado na noite de segunda-feira e, sob os termos do segundo pacote de resgate, a dívida soberana da Grécia deve cair a 117% de seu Produto Interno Bruto (PIB) até 2020.

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O novo pacote de socorro deve ser formalizado na manhã de quarta-feira, disse Juncker. Juncker afirmou que espera uma contribuição do Fundo Monetário Internacional ao pacote, e que a proposta de 28 bilhões de euros feita pela diretora-gerente do órgão, Christine Lagarde , é bem-vinda.

"Trata-se de um montante sem precedentes de financiamento oficial", assinalou o presidente do Eurogrupo, quem reiterou que "aconteça o que acontecer, a Grécia será um membro da eurozona". "Seu futuro está sem dúvida na eurozona", ressaltou.

"Isto é uma segunda oportunidade para a Grécia, uma oportunidade que não pode desperdiçar", insistiu Juncker. Por sua parte, o vice-presidente da Comissão Europeia e comissário de Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, afirmou que o sucesso do segundo resgate "dependerá essencialmente da implementação inquebrantável (dos ajustes e as reformas) e da unidade política nesta crise.

Déficit Grego

A proporção da dívida da Grécia cairá para 117% do Produto Interno Bruto do país em 2020, melhor do que a meta proposta pela zona do euro, de 120,5%, afirmou Jean Claude Juncker.

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"A dívida pública atingirá 117%" do PIB em 2020, após a ampla participação dos credores privados na operação de troca de bônus gregos , anunciou Juncker.

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* Com Reuters, AFP e EFE

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