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Mercado de trabalho vive melhor fase desde o início da recesssão

Empregada da  Ford monta o motor do Focus em fábrica de Michigan
Getty Images
Empregada da Ford monta o motor do Focus em fábrica de Michigan
A geração de empregos nos Estados Unidos registrou sólido crescimento pelo terceiro mês consecutivo em fevereiro, num sinal de que a recuperação da economia está se espalhando e de que há menor necessidade de mais estímulos por parte do Federal Reserve.

Os empregadores do país contrataram mais 227 mil trabalhadores no mês passado (32% a mais que previsão dos analistas), informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, enquanto a taxa de desemprego manteve-se na mínima em três anos, em 8,3%.

Fevereiro marcou a primeira vez desde o início de 2011 que a geração de emprego ficou acima de 200 mil vagas por três meses consecutivos, o que aumenta as chances de reeleição do presidente Barack Obama, mesmo com ele tendo que enfrentar a maior taxa anualizada de desemprego de um presidente no pós-guerra.

A economia norte-americana tem agora gerado uma média 245 mil postos nos últimos três meses. O único período melhor que a fase atual foi no início de 2010, quando trabalhos temporários puxaram o índice.

Foram criados ainda 61 mil postos de trabalho a mais em dezembro e janeiro do que o anteriormente informado, e a taxa de desemprego manteve-se estável mesmo com mais pessoas voltando ao mercado de trabalho.

EUA e a crise

Embora o mercado de trabalho nos EUA esteja se fortalecendo, o ritmo de melhora continua lento demais para absorver os 23,5 milhões de norte-americanos que estão desempregados ou subempregados.

Na semana passada, o chairman do Fed, Ben Bernanke, descreveu o mercado de trabalho como "longe do normal" e disse que a continuação da melhora exigir uma demanda mais forte por bens e serviços do país.

Bernanke também sugeriu que as perspectivas teriam se deteriorado para que o banco central dos EUA embarcasse em outra rodada de compra de ativos para derrubar as taxas de juros. Autoridades disseram em janeiro esperar que o crescimento deste ano não passe de 2,7%.

O relatório de emprego, que dá o tom para os mercados financeiros em todo o mundo, somou-se à lista de dados que destacam a força da economia norte-americana.

O documento também ofereceu um sinal de esperança para a recuperação global, num momento em que o crescimento está desacelerando na China e a zona do euro parece estar escorregando numa recessão.

Avaliação de analistas

Segundo a consultoria LCA, o desempenho do mês de fevereiro nos EUA reforça a expectativa da recuperação do mercado de trabalho ao longo de 2012.

"Persistem, no entanto, ventos contrários que tendem a limitar a expansão do crescimento: no curto prazo, além dos riscos associados à crise europeia, o recente encarecimento dos combustíveis tende a pesar sobre o orçamento das famílias, limitando a expansão do consumo; no médio prazo, a retração dos gastos do governo deverá ser o principal fator a impedir uma retomada mais vistosa do crescimento na maior economia do mundo", disse a empresa em comunicado.

* Com Associated Press e Reuters

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