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Milhares de pessoas participam de manifestações contra cortes no orçamento e mudanças recém aprovadas na legislação trabalhista

Centenas de milhares de pessoas em 60 cidades da Espanha participam de manifestações convocadas pelas principais centrais sindicatos do país contra as recentes medidas para reformar a legislação trabalhista e os novos cortes feitos pelo governo.

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Os protestos são a primeira demonstração da força dos sindicatos antes de uma greve geral, em 29 de março, contra as reformas e as medidas de austeridade recentemente aprovadas.

Manifestação contra medidas de austeridade toma as ruas de Barcelona
AP
Manifestação contra medidas de austeridade toma as ruas de Barcelona

A maior parte das manifestações está sendo precedida por cerimônias que marcam o oitavo aniversário dos atentados de 11 de março de 2004 contra quatro comboios da rede ferroviária de Madri, que deixaram 191 mortos, no pior ataque terrorista islâmico já ocorrido na Europa.

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As reformas trabalhistas, aprovadas por um decreto em fevereiro e confirmadas pelo parlamento espanhol na quinta-feira, reduzem os custos com as demissão de trabalhadores e facilitam as condições para que as empresas possam fazê-las.

Manifestação contra medidas de austeridade toma as ruas de Barcelona
AP
Manifestação contra medidas de austeridade toma as ruas de Barcelona

"Esta é uma reforma que não vai criar postos de trabalho, por isso não se justifica", disse a manifestante Marta Lois, de 39 anos, acrescentando que "eles estão cortando os nossos direitos como nunca antes."

Antes de aprovar as reformas em curso, o primeiro-ministro Mariano Rajoy comunicou aos demais líderes da União Europeia, em Bruxelas, que as medidas que tinha em mente lhe custariam uma greve geral.

Rajoy defende que a revisão do mercado de trabalho visa revitalizar uma economia doente que sofre a taxa de desemprego mais elevada da zona euro, atualmente em cerca de 23%.

Rajoy reconheceu a taxa de desemprego deve subir além de 24% este ano, apesar das reformas.  O primeiro ministro espanhol está determinado a provar aos investidores internacionais que a Espanha, apesar das dificuldades econômicas, não vai precisar um resgate como Grécia, Irlanda e Portugal.

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