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De acordo com bancos centrais dos países do Mercosul, ano será de incerteza fiscal e financeira

As economias sul-americanas continuarão crescendo em 2012, mas, em média, a um ritmo mais moderado, segundo um relatório dos bancos centrais dos países membros do Mercosul e associados, divulgado nesta segunda-feira em Buenos Aires."Em 2011, as economias da região exibiram um evolução favorável, que se manterá neste ano com um ritmo, em média, mais moderado", disse na declaração.

O comunicado é assinado por diretores dos bancos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (membros plenos do Mercosul), além do Chile, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela (associados).Quanto às "perspectivas de crescimento das economias avançadas, embora tenham melhorado, continuam frágeis", destacou o documento.

"A incerteza fiscal e financeira associada a estas economias está moderada, reduzindo o risco de queda no crescimento econômico", destacou o relatório, resultante da reunião do fim da semana na capital argentina.Os diretores também explicaram que "as políticas monetárias fortemente expansivas nas economias avançadas apresentam um cenário em que se apoiariam as pressões de valorizaçõa sobre os tipos de câmbio dos países da região".

Nesse sentido, reafirmaram que "continuarão atuando em caso de uma volatilidade excessiva dos tipos de câmbio e desvios importantes com relação a seus níveis de equilíbrio".As autoridades monetárias indicaram que "as expectativas da inflação estariam mais relacionadas à evolução do cenário internacional e seu impacto sobre os preços internacionais das matérias primas".

Sobre os "resultados da pesquisa sobre reservas internacionais (os diretores) comprovam a relevância e efetividade da acumulação de reservas como mecanismo para enfrentar os choques externos".Os representantes concordaram em voltar a se encontrar no segundo semestre de 2012, no Equador, para discutir a determinação de níveis adequados de reservas.

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