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Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI dizem que mudanças são ponto de partida para impulsionar a competitividade do país

As reformas no mercado de trabalho de Portugal acordadas com sindicatos na semana passada estão em linha com os termos de seu resgate internacional e representam um forte ponto de partida para impulsionar a competitividade externa do país, afirmaram autoridades dos credores da "Troika", trio formado por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, neste sábado.

O governo, sindicatos e empregadores assinaram um pacto na quarta-feira para facilitar que companhias afetadas pela crise façam demissões e contratações, cortem compensações e o número de feriados.

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Central sindical portuguesa promete ação contra reformas

As reformas foram elaboradas para elevar a competitividade a ajudar empresas enquanto Portugal sofre sua pior recessão desde os anos de 1970 com seu pacote de resgate de 78 bilhões de euros.

Membros da Troika receberam bem a medida ao fim de três dias de negociações informais sobre reformas estruturais em Lisboa.

"Estamos particularmente reconfortados de que esse acordo, que é largamente compatível com as recomendações do memorando (sobre o resgate), foi concluído com o consentimento dos sindicatos", afirmou o diretor da Comissão Europeia responsável pelo acordo de resgate a Portugal, Juergen Kroeger.

O maior sindicato de Portugal, o CGTP, se recusou a apoiar o acordo -sugerindo que protestos anti-austeridade continuarão e até mesmo ganharão força- mas outro grande sindicato, o UGT, aderiu às reformas.

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"Não tenho dúvidas de que há um amplo consenso nacional sobre a necessidade e as metas das mudanças estruturais", disse o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.

"Eu disse desde o começo que ao eliminar as barreiras de nossa economias queremos ir mais longe que o programa de resgate", acrescentou. "Temos um ponto de partida com as metas mais urgentes, mas somos mais ambiciosos".

Portugal era uma das economias de crescimento mais lento na Europa antes da crise econômica. Muitos analistas afirmaram que o país precisa implementar amplas reformas estruturais para corrigir seu déficit orçamentário e desequilíbrios externos.

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