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O chamado “tsunami monetário” já supera em cerca de quatro vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil

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Os bancos centrais dos países ricos injetaram US$ 8,8 trilhões, cerca de R$15,2 trilhões, em pouco mais de três anos em seus sistemas financeiros, o que provoca fortes críticas de autoridades de nações emergentes e causa uma divisão na comunidade internacional sobre como lidar com a crise. No total, o que a presidente Dilma Rousseff chamou de “tsunami monetário” já supera em cerca de quatro vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

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Em uma reunião fechada na Basileia, sede do banco central dos bancos centrais (BIS), e com a orientação a todos os participantes para que não vazem nenhum elemento do encontro, o centro do debate foi mesmo a inundação do mercado com dinheiro barato e a intervenção das autoridades monetárias.

Analistas na Europa chegam a sugerir simbolicamente Ben Bernanke (do Fed, o banco central dos EUA) e Mario Draghi (presidente do Banco Central Europeu) para o prêmio Nobel da Paz, por terem evitado um colapso das economias.

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Sexta-feira, foi a vez do presidente francês, Nicolas Sarkozy, parabenizar publicamente Draghi pela atitude. No domingo, tanto o italiano quanto o americano eram pressionados na Basileia a dar uma explicação diante dos questionamentos de seus pares de países emergentes.

Segundo essas autoridades, as nações desenvolvidas ignoram instâncias como o G-20 para coordenar uma resposta à crise. “Esse assunto precisa ser tratado abertamente. Não podemos só aceitar isso e ficar quietos. Todos estamos sendo afetados”, disse ao jornal "O Estado de S. Paulo" o presidente de um BC asiático, pedindo anonimato. A reunião, que termina hoje, tem também o presidente do BC do Brasil, Alexandre Tombini, que não falou com a imprensa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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