Tamanho do texto

Instituição acredita que programa de austeridade poderá ser bem-sucedido se bem aplicado

A Grécia precisa aderir estritamente às reformas acertadas com seus credores internacionais para trazer de volta a confiança do mercado e ajudar a economia a se recuperar, informou o banco central do país nesta segunda-feira em seu relatório de política monetária anual.

Leia também: Fundo europeu injeta 109 bilhões de euros em resgate à Grécia

A forma como a Grécia se arrastou na aplicação de medidas requeridas pelos parceiros da zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como parte de um primeiro plano de resgate em 2010 significou que Atenas falhou em atingir os alvos, resultando em dúvidas no mercado e ações corretivas.

"O fator mais crítico a determinar o sucesso do programa é sua implementação rigorosa. Existem muitas dificuldades e problemas que precisam ser enfrentados, mas na análise final os alvos são atingíveis e o programa pode ser bem-sucedido", trouxe o relatório.

Leia também: Grécia precisa anunciar mais austeridade, dizem UE e FMI

O Banco da Grécia estima que a queda nos gastos unitários do trabalho junto com a atenuação de pressões sobre os preços ajudará o país a retomar até 75% da competitividade da economia, perdidos depois de Atenas aderir à zona do euro, em 2001, até 2009, quando teve início a crise da dívida.

A instituição vê a economia do país de 215 bilhões de euros presa em uma recessão pelo quinto ano consecutivo em 2012, com o Produto Interno Bruto (PIB) se contraindo 4,5% e a taxa de desemprego atingindo 19%. A recuperação pode começar no próximo ano, embora para 2013 como um todo a previsão é de que o PIB tenha queda de 0,5%.

Leia também: Grécia demitirá 15 mil funcionários em 2012 para agradar credores

"O retorno mais rápido da economia com crescimento positivo do PIB é a chave para se atingir as metas que foram acertadas", informou o Banco da Grécia. "Um pré-requisito para o avanço é restaurar a confiança no futuro da economia", acrescentou o relatório. A instituição prevê alívio da inflação ao consumidor a 1% este ano, com abrandamento para 0,5% em 2013.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.