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Agências de classificação de risco consideram medida de perdão da dívida como moratória efetiva

A Autoridade de Gestão da Dívida Pública da Grécia (PDMA) advertiu nesta terça-feira que os credores que se opuserem ao plano de perdão da dívida não receberão verbas procedentes do novo empréstimo internacional avaliado em 130 bilhões de euros .

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"O programa econômico da Grécia (financiado pela União Europeia e pelo FMI) não contempla fundos disponíveis para pagamentos aos credores do setor privado que se recusarem a participar da PSI (Participação do Setor Privado, nome oficial do plano de perdão)", avisou a PDMA em comunicado. A PSI pretende conceder o perdão de 107 bilhões de euros, ou seja, 53,5% do montante dos títulos da dívida pública grega em posse de grandes bancos privados e fundos de investimento.

Os papéis em questão serão substituídos por novos títulos gregos com 30,5% do valor dos atuais, de 20 anos de vencimento contados a partir de 2023, mais outros com um valor de 15% emitidos pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), com vencimento em dois anos. Boa parte do novo empréstimo para a Grécia destina-se precisamente a financiar esta troca, através do pagamento de incentivos e da recapitalização bancária.

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Por enquanto, 12 entidades aceitaram participar de forma voluntária da PSI : as alemãs Deutsche Bank, Commerzbank e Allianz; as francesas BNP Paribas, AXA e CNP Assurances; a americana Greylock; a italiana Intesa San Paolo; a holandesa ING; e as gregas Alpha Bank, Eurobank e Banco Nacional da Grécia, segundo informou na terça-feira o Instituto Internacional de Finanças (IIF).

O prazo para a inscrição na PSI termina às 21 locais (16h de Brasília) da próxima quinta-feira. Se a proporção de credores que aderirem de forma voluntária superar os dois terços do total de credores (em volume de dívida possuída), será votada a ativação de Cláusulas de Ação Coletiva (CAC), medida que obrigaria o um terço restante dos credores a aderir à PSI, mesmo que contra sua vontade. As agências de classificação de risco consideram esta medida como uma moratória efetiva. Analistas alertam que esta situação injetaria instabilidade aos mercados internacionais.