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"O crescimento econômico da zona do euro vai ganhar força gradualmente a partir do último trimestre deste ano e em 2014", disse economista da agência Standard & Poor's

Agência Estado

A agência cortou sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 da Alemanha para 0,4%, de 0,8%
Associated Press
A agência cortou sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 da Alemanha para 0,4%, de 0,8%

A economia da zona do euro permanece presa em sua segunda recessão em cinco anos, mas dados recentes mostram que o bloco pode ter atingido o pico da crise no segundo trimestre deste ano, afirmou nesta quinta-feira a agência de classificação de risco Standard & Poor's.

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"Prevemos que o crescimento econômico da zona do euro vai ganhar força gradualmente a partir do último trimestre deste ano e em 2014, mas uma recuperação mais significativa ainda parece difícil", disse Jean-Michel Six, economista-chefe da S&P para Europa, Oriente Médio e África.

Apesar dos sinais de recuperação inicial na região como um todo, alguns países estão piores que outros. Na Espanha e na Itália, por exemplo, o investimento das empresas do setor privado ainda cai, enquanto na Alemanha e na França ele parece estar se estabilizando. Alguns países, como Alemanha e Irlanda, tiveram progresso na redução dos altos níveis de dívida do setor privado, já outros registram aumento da dívida do setor desde 2007.

A S&P atualizou suas previsões para a zona do euro e para o Reino Unido. "Para o bloco como um todo, agora estimamos que a inflação fique em 1,5% este ano (ante previsão de 1,9% no nosso relatório de março) e 1,6% em 2014", disse a agência.

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Segundo a S&P, essas mudanças se devem ao fato de que as tendências de preço finalmente começaram a refletir as fracas condições de demanda na maior parte da Europa. "Tendo dito isso, ainda acreditamos que a ameaça de deflação é remota", afirmou.

A agência cortou sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 da Alemanha para 0,4%, de 0,8% previsto em março. No caso da Itália, a expectativa é de contração de 1,9%, ante contração de 1,4%. Já o Reino Unido deve crescer 0,8% este ano, acima do crescimento de 0,6% previsto em março. Fonte: Dow Jones Newswires.

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