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O plano estipula que acionistas, detentores de títulos e depositantes com mais de € 100 mil dividam o fardo de salvar um banco

Reuters

A União Europeia fechou acordo na madrugada de quinta-feira para forçar investidores e depositantes ricos a compartilharem os custos de futuras falências bancárias.

Cliente usa caixa eletrônico do Banco do Chipre
Getty Images
Cliente usa caixa eletrônico do Banco do Chipre

Após sete horas de negociações, os ministros das Finanças dos 27 países do bloco surgiram com um esboço para fechar ou salvar bancos em dificuldades. O plano estipula que acionistas, detentores de títulos e depositantes com mais de € 100 mil dividam o fardo de salvar um banco.

O acordo é bom para líderes da UE, que se reúnem mais tarde na quinta-feira em Bruxelas, e podem mostrar que estão finalmente enfrentando com determinação a crise financeiro que começou em meados de 2007.

"Pela primeira vez, concordamos com um mecanismo para proteger contribuintes", disse o ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem, referindo-se ao processo em que acionistas e detentores de títulos têm que suportar os custos da reestruturação.

As regras quebram um tabu na Europa de que os depositantes não devem nunca perder seus depósitos, embora os países tenham alguma flexibilidade para decidir como e quando impor perdas aos credores de bancos em falência.

"Eles podem afetar os depositantes alemães assim como podem afetar qualquer outro investidor no mundo", disse o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, após a reunião.

Contribuintes em grande parte da Europa tiveram que pagar por uma série de resgates bancários profundamente impopulares desde o início da crise financeira que se espalhou pelo bloco ameaçando o futuro do euro.

A União Europeia gastou o equivalente a um terço de sua produção econômica para salvar seus bancos entre 2008 e 2011, usando dinheiro de contribuintes mas lutando para conter a crise e, no caso da Irlanda, quase falindo o país.

De acordo com as regras, que entrarão em vigor até 2018, os países serão obrigados a distribuir perdas equivalentes a até 8% dos compromissos de um banco.

A Europa pode agora se focar em construir o próximo pilar de um projeto para unificar a supervisão e suporte bancário na zona do euro, conhecido como "união bancária".

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