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Após indicação do presidente de que país precisaria de mais dinheiro, autoridades da zona do euro disseram que não há intenção de alterar os termos dos empréstimos

Reuters

Presidente do Chipre, Nicos Anastasiades
AP
Presidente do Chipre, Nicos Anastasiades

A zona do euro não pretende mudar os termos do resgate do Chipre, como foi requisitado pelo presidente do país, Nicos Anastasiades, em carta enviada aos líderes do bloco e a seus credores, afirmaram três autoridades da União Europeia, nesta quarta-feira (19).

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O Chipre recebeu € 10 bilhões em empréstimos emergenciais do fundo de resgate da zona do euro em abril para evitar a falência. O acordo envolveu o fechamento do segundo maior banco da ilha, o Laiki, e uma reestruturação fundamental do Banco do Chipre.

Na carta, Anastasiades não pediu explicitamente por mais dinheiro, mas indicou que a economia cipriota pode não conseguir lidar com os termos do pacote, a não ser que eles sejam alterados: "O grande fardo colocado sobre o Chipre pela reestruturação da dívida grega não foi levado em consideração quando foi a vez do Chipre procurar auxílio".

No entanto, as autoridades disseram que não há intenção de alterar os termos dos empréstimos firmados com o Chipre ou de fornecer mais recursos. Elas sugeriram que Anastasiades está ciente de que nenhuma revisão é provável. Questionada se os termos do resgate poderiam ser alterados, uma delas afirmou: "Não, não até onde posso ver."

Ministros das Finanças da zona do euro discutirão a carta em reunião, em Luxemburgo, na quinta-feira (20). "Não há chances de revisarmos os termos do resgate, mas discutiremos isso na quinta-feira", reiterou outra autoridade.

Uma terceira fonte confirmou que nenhuma mudança é possível no curto prazo, mas, segundo ela, poderia haver "potencialmente" ajustes no médio prazo, como foi o caso da Grécia. Entretanto, isso também depende de líderes da zona do euro, que se reunirão entre os dias 27 e 28 de junho.

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