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Draghi afirma que plano de Transações Monetárias Diretas tem como objetivo garantir preços estáveis na zona do euro

Reuters

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, defendeu nesta quinta-feira (13) o programa de compra de títulos do BCE, afirmando que ele é necessário, efetivo e em linha com o mandato do banco central.

As declarações de Draghi vêm um dia após o BCE e o banco central alemão enfrentarem-se em audiência pública na corte mais alta da Alemanha sobre a legalidade do plano de aquisição de ativos do BCE, com o BC alemão sugerindo que o papel da instituição deveria ser mais limitado.

Presidente do banco central europeu, Mario Draghi:
ASSOCIATED PRESS/AP
Presidente do banco central europeu, Mario Draghi: "A decisão sobre o OMT foi necessária. Foi efetiva. E estava em linha com nosso mandato"

"Para o BCE, liderança responsável tem significado respeitar nosso Tratado de fundação. Independência das vozes que pedem que 'façamos mais' ou 'façamos menos'; concentração em nosso mandato de assegurar estabilidade de preços para os cidadãos da zona do euro", disse Draghi, de acordo com a transcrição de um pronunciamento em vídeo após receber o prêmio de liderança responsável em 2013 da Escola Europeia de Administração e Tecnologia, em Berlim.

"A decisão sobre o OMT foi necessária. Foi efetiva. E estava em linha com nosso mandato", afirmou. Segundo o presidente, o plano Transações Monetárias Diretas (OMT, na sigla em inglês) tem como objetivo garantir preços estáveis na zona do euro, que é o mandato do BCE.

"Ele está completamente em linha com nosso mandato porque foi formulado para preservar a estabilidade de preços na zona do euro e usa instrumentos previstos no Estatuto", acrescentou.

Draghi também pediu que líderes da zona do euro deem continuidade a reformas e pressionem por mais integração para colocar o bloco monetário em bases mais sólidas. "Para que a zona do euro avance e estabeleça-se em bases mais sólidas, precisamos que todos os tomadores de decisões assumam suas responsabilidades".

"Governos devem corrigir suas finanças públicas e lidar com os desafios estruturais ao crescimento em suas economias; e a zona do euro como um todo deve construir uma união econômica e monetária mais forte baseada em soberania compartilhada e maior legitimidade", disse.

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