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Segundo autoridade do banco central da Inglaterra, a compreensão e gestão dos riscos de ataques cibernéticos ainda está em estágio inicial

Reuters

Ataques cibernéticos são as maiores ameças para bancos na Inglaterra
Getty Images
Ataques cibernéticos são as maiores ameças para bancos na Inglaterra

Preocupações com ataques cibernéticos e de hackers colocaram de lado a crise da zona do euro como o maior risco para os bancos da Grã-Bretanha, afirmou, nesta quarta-feira (12), uma autoridade sênior do Banco da Inglaterra, o banco central britânico.

No mês passado, promotores dos EUA apresentaram detalhes de uma quadrilha criminosa, a qual alegam ter roubado US$ 45 milhões de dois bancos do Oriente Médio ao hackear empresas de processamento de cartões de crédito e retirar dinheiro de caixas eletrônicos em 27 países.

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O diretor de Estabilidade Financeira do BC, Andrew Haldane, reuniu-se com cinco dos maiores bancos da Grã-Bretanha há seis meses e quatro disseram-lhe que um ataque cibernético era a sua maior ameaça. Foi surpreendente o quinto banco não ter esse risco em sua lista, mas tem agora, disse Haldane a um comitê do Parlamento.

 "Você pode ver porque o setor financeiro seria um alvo particularmente bom para alguém que quer causar estragos pela via cibernética", afirmou. "A compreensão e gestão deste risco ainda está em um estágio um pouco inicial", acrescentou.

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Reuniões anteriores com chefes de bancos haviam apontado para os "usuais suspeitos" -- crise da zona do euro ou uma crise na economia --, como os principais riscos, disse Haldane.

O foco no crédito, mercado e risco de liquidez ao longo dos últimos cinco anos pode ter distraído a atenção do operacional, em particular os riscos cibernéticos, em bancos ou em infraestrutura como sistemas de pagamento, afirmou o diretor.

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