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Instituição prometeu dar um total de 3,15 trilhões de ienes para 70 bancos, incluindo grandes bancos comerciais e bancos regionais

Agência Estado

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu manter sua política monetária inalterada e se absteve de estender a duração de empréstimos a juros baixos que oferece aos bancos em suas operações de fornecimento de fundos, apesar das expectativas generalizadas nos mercados.

Mas o banco central disse, separadamente, que estava fazendo seus primeiros desembolsos de um programa anunciado em outubro, concebido para incentivar uma maior concessão de empréstimos pelos bancos.

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A instituição disse que vai dar um total de 3,15 trilhões de ienes para 70 bancos, incluindo grandes bancos comerciais e bancos regionais, com prazo de vencimento de um ano e três anos a uma taxa de juros fixa de 0,1%.

Para se qualificar para receber os empréstimos de baixo custo, os bancos precisam mostrar que eles têm aumentado a sua própria concessão de empréstimos a clientes.

A ausência de novas medidas por parte do comitê de política monetária do BoJ pode refletir a visão do banco de que os mercados recuperaram a sua estabilidade. Isso também pode mostrar uma reafirmação da declaração do presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, em abril, de que o banco tomou todas as medidas necessárias para atingir sua meta de inflação de 2% em dois anos e deverá evitar tomar passos de uma forma incremental. Sete dos 10 economistas consultados pela Dow Jones esperavam que o BoJ ponderasse sobre ampliar sua operação de fornecimento de fundos de baixo custo para dois anos ou mais de um ano.

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O BoJ decidiu, por unanimidade, manter a sua política de aumentar a base monetária em 60 trilhões de ienes a 70 trilhões de ienes anualmente.

"O BOJ vai continuar com a flexibilização monetária quantitativa e qualitativa, com o objetivo de alcançar a sua meta de preço de 2,0%, pelo tempo que for necessário para manter essa meta de uma forma estável", disse o banco em um comunicado divulgado depois da reunião de dois dias do comitê de política monetária.

Confrontados com uma alta inesperada dos yields (retorno ao investidor) dos bônus do governo, também conhecidos como JGBs, alguns participantes do mercado pediram ao BoJ para introduzir uma operação de financiamento com um prazo maior para ajudar os bancos privados a arrecadarem dinheiro sem vender alguns dos bônus que possuem.

Mas o banco central, aparentemente, ignorou esses pedidos, uma vez que atender a tais exigências poderia contrariar um dos objetivos do BoJ de incentivar as instituições financeiras a levarem os seus investimentos em bônus para ativos mais arriscados, como ações.

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Também desafiando alguma especulação no mercado de que o BoJ poderia intensificar suas compras de fundos negociados em bolsa (ETF, na sigla em inglês) em meio às recentes quedas nos preços das ações, o banco central manteve sua política de compra de tais ativos a um ritmo anual de 1,0 trilhão de ienes.

Embora todos os membros do conselho tenham concordado em manter sua política monetária inalterada, o membro Takahide Kiuchi, ex-economista do Nomura Securities, propôs novamente que o compromisso de inflação do banco central fosse mais flexível para que as taxas de longo prazo se estabilizassem.

Ele disse que período deveria ser caracterizado como algo a ser implementado no "a médio e longo prazo", e que a política de flexibilização atual fosse vista como "como uma medida intensiva com um prazo de cerca de dois anos". Sua proposta foi rejeitada pelos outros 8 membros.

A falta de mudança na política reflete a crescente confiança do banco central na economia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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