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Mesmo inseguro quanto ao controle da inflação, Banco Central Europeu afirmou que o país atendeu todas as condições para entrar no bloco

Agência Estado

A Letônia recebeu nesta quarta-feira a aprovação da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu (BCE) para se tornar o 18º membro da zona do euro, mas as duas instituições têm opiniões diferentes sobre o nível de adequação das exigências para a adoção da moeda comum.

A Letônia, um pequeno país báltico com população de pouco mais de 2,2 milhões de habitantes, entrou para a União Europeia em 2004 e tentar aderir à zona do euro há anos. Depois de diversas idas e vindas, o país deve abandonar sua moeda local, o lat, e adotar o euro em janeiro do ano que vem.

Casa do parlamento da Letônia: país recebeu aprovação para aderir à zona do euro
AP
Casa do parlamento da Letônia: país recebeu aprovação para aderir à zona do euro

Em relatório, o BCE afirmou que o país atendeu todas as condições para entrar no bloco, mas que sua viabilidade não é robusta, parcialmente devido à grande participação de estrangeiros nas bases de depósitos dos bancos e a dificuldade de manter a inflação sob controle após a entrada na união monetária. Já a Comissão Europeia, que compartilha do receio do BCE sobre potenciais riscos de lavagem de dinheiro, afirmou que a Letônia atingiu "um alto grau de convergência econômica com a zona do euro".

"A entrada na zona do euro vai promover o crescimento econômico da Letônia", comentou o primeiro-ministro do país, Valdis Dombrovskis. A Estônia, que faz fronteira com a Letônia ao norte, adotou o euro em 2011, enquanto o vizinho do sul, a Lituânia, pretende entrar nesse clube em 2015.

O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn, disse que a entrada da Letônia na zona do euro "é um sinal de confiança na nossa moeda comum e outra evidência de que aqueles que previam a desintegração do bloco estavam errados".

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Pesquisas de opinião realizadas em maio mostram que apenas um terço dos letões aprovam a adoção do euro, mas o premiê diz que vai continuar com uma campanha de defesa da moeda comum. "No momento em que realmente adotarmos o euro, devemos ter o apoio da maioria", comentou. Segundo Dombrovskis, a economia do país está fortemente ligada à zona do euro desde 2005, quando foi estabelecido um estreito corredor no qual o lat pode oscilar em relação ao euro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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