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PMI do bloco sobe para 47,5 em maio, ante 47,0 em abril, mas chega ao 16º mês consecutivo abaixo da marca de 50, que divide crescimento de contração

Reuters

Apesar da melhora, PMI da zona do euro aponta queda da economia no 2º trimestre
AFP
Apesar da melhora, PMI da zona do euro aponta queda da economia no 2º trimestre

A contração na atividade empresarial da zona do euro melhorou ligeiramente neste mês, embora a escassez de novas encomendas indique uma nova queda da economia do bloco no segundo trimestre, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), divulgada nesta quinta-feira (23).

O PMI de serviços preliminar da zona do euro, que pesquisa cerca de 2 mil empresas, subiu  para 47,5 em maio, máxima de três meses, ante 47,0 em abril. O PMI chegou ao 16º mês consecutivo abaixo da marca de 50, que divide crescimento de contração. As empresas francesas continuaram a ter desempenho fraco, enquanto a atividade nas companhias alemãs efetivamente estagnou.

O Markit Chris Williamson, que realiza a pesquisa, disse que a economia deve ter no segundo trimestre uma performance similar à contração de 0,3% vista no período entre janeiro e março.

"Há sinais de que a taxa de declínio está melhorando, o que sugere que podemos estar entrando em um período de estabilização, mas está levando mais tempo do que a maioria das pessoas esperava", afirmou o economista-chefe do Markit.

O índice de novas encomendas de serviços caiu para 45,3 ante 46,2, o que significa que uma grande recuperação no PMI no próximo mês parece improvável.

Já o PMI preliminar para o setor industrial subiu para 47,8 neste mês ante 46,7 em abril, enquanto os subíndices de novas encomendas e produção recuaram a um ritmo mais lento, superando as expectativas de 47,0. Combinando as leituras de serviços e indústria, o PMI composto atingiu máxima de três meses de 47,7 em maio, ante 46,9 em abril.