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Advertência ocorre em momento em que a Alemanha, campeã europeia da disciplina orçamentária, enfrenta dificuldades para equilibrar suas contas

Reuters

Os parceiros da coalizão de governo da chanceler alemã, Angela Merkel, preveniram-na neste domingo contra qualquer tentativa de aumentar os impostos após a eleição do próximo ano, num momento em que a Alemanha, campeã europeia da disciplina orçamentária, enfrenta dificuldades para equilibrar suas contas.

O Ministério das Finanças negou notícia publicada pela revista Der Spiegel, segundo a qual o ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, quer elevar imposto sobre valor agregado para uma taxa uniforme de 19%, eliminando um desconto de 7% em muitos artigos, o que propiciaria uma arrecadação extra de 23 bilhões de euros (US$ 30 bilhões) a cada ano.

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Na sexta-feira o ministério também havia negado que planeja cortar gastos sociais, para ajudar a recolocar a dívida alemã dentro do limite que o governo alemão insistiu em estabelecer como condição para os países do bloco europeu serem admitidos na união monetária.

A Alemanha tem pressionado pela austeridade orçamentária em outros países da zona do euro. Até agora, os alemães foram em grande parte poupados de medidas duras, mas embora a dívida do país esteja caindo em relação ao Produto Interno Bruto, ainda está em 81,5% do PIB, ou seja, bem acima do limite de 60% estabelecido para os membros da zona do euro.

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O líder da bancada parlamentar do Partido dos Democratas Livres (FDP), Volker Wissing, declarou ao Welt am Sonntag que a legenda não irá apoiar nenhuma medida que aumente os encargos sobre os contribuintes. "Se ele (Schaeuble) quer aumentar as receitas (com um aumento do IVA), então ele terá de dar algo em troca aos contribuintes", disse Wissing.

O FDP lutou muito para manter o desconto no IVA de desconto para alguns setores, como hotéis, e para alguns produtos e serviços, como alimentos, livros e transporte público.

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A Der Spiegel também afirmou que o Ministério das Finanças definiu os planos para um amplo programa de austeridade após a eleição de setembro, o qual implicará corte de gastos sociais e afetará também os pensionistas, a fim de ajudar o governo federal a equilibrar seu orçamento até 2016.

"A reportagem está errada", disse um porta-voz do Ministério das Finanças. "Não há tais planos para depois da eleição." Mas ele afirmou que o ministério está se empenhando em conseguir um orçamento equilibrado em 2013.

Os oposicionistas Partido Social-Democrata (SPD) e o Partido de Esquerda também criticaram os planos de corte de gastos sociais.

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