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Relatório do Banco Central alemão afirma que indicadores apontam para "queda na produção econômica no fim do ano", devido principalmente ao enfraquecimento do setor industrial

Agência Estado

A economia da Alemanha está se dirigindo para uma contração "notável" no quarto trimestre deste ano e provavelmente se manterá à tona no próximo ano, escreveu o Bundesbank (Banco Central alemão) em seu relatório mensal, reiterando a previsão pessimista que apresentou no início deste mês. A perspectiva foi divulgada em meio a relatos sobre o sentimento que sugerem que a economia da Alemanha, a maior da Europa e que continuou largamente imune à crise da zona do euro, pode estar atingindo seu ponto mais baixo.

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"Os indicadores atuais apontam para uma queda notável na produção econômica no fim do ano", devido principalmente ao enfraquecimento do setor industrial, o principal do país, escreveu o Bundesbank. A perspectiva para as empresas alemãs se "deterioraram" em meio a uma desaceleração no crescimento global e a queda da demanda proveniente do restante da zona do euro, afirmou a autoridade monetária.

No início deste mês, o Bundesbank reduziu sua perspectiva para o crescimento alemão no próximo ano para 0,4% em relação à estimativa de alta de 1,6% divulgada em junho, e alertou que o país pode entrar em recessão durante os meses de inverno. Qualquer desaceleração na Alemanha é preocupante porque o país tem sido o motor econômico da zona do euro nos últimos trimestres, se expandindo durante este ano, incluindo a alta de 0,2% no terceiro trimestre, apesar de muitas economias consideradas periféricas no bloco enfrentarem dificuldades.

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Mesmo assim, o Bundesbank reiterou que "a fase fraca cíclica" da Alemanha pode ser curta, tendo em vista que as expectativas das empresas agora "se estabilizaram um nível alto" e começaram a se tornar positivas. Embora seja improvável que a economia cresça no primeiro trimestre do próximo ano, "uma queda adicional poderá ser evitada", desde que as condições continuem "normais", afirmou a autoridade monetária. As informações são da Dow Jones.

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