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Segundo o ministro das finanças egípcio, o empréstimo de US$ 4,8 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI) será adiado para até janeiro de 2013

Reuters

Um empréstimo vital de 4,8 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao Egito será adiado para até o mês que vem, informou o ministro das Finanças egípcio nesta terça-feira, intensificando a crise política que afeta o país mais populoso do mundo árabe.

Enquanto facções rivais reuniam-se no Cairo e em Alexandria para uma nova rodada de manifestações, o ministro das Finanças, Mumtaz al-Said, afirmou que o atraso do empréstimo se destinava a ganhar tempo para explicar as medidas do pacote de austeridade econômica ao povo egípcio.

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O anúncio foi feito depois que o presidente Mohamed Mursi recuou, na segunda-feira, de seus planos de aumentar os impostos, considerados chave para a obtenção do empréstimo. Os grupos da oposição criticaram duramente o pacote fiscal, que inclui taxações sobre bebidas alcoólicas, cigarros e uma série de bens e serviços.

"É claro que o adiamento terá algum impacto econômico, mas estamos discutindo as medidas necessárias (para lidar com isso) durante o próximo período", disse o ministro à Reuters. E acrescentou: "Estou otimista, tudo ficará bem, se Deus quiser."

O primeiro-ministro Hisham Kandil disse que o Egito solicitou o adiamento do empréstimo por um mês. "Os desafios são econômicos e não políticos e precisam ser lidados em separado da política", afirmou ele em uma entrevista coletiva.

Kandil disse que as reformas não afetarão os pobres. Pão, açúcar e arroz não serão atingidos, mas o cigarro e o óleo de cozinha subirão e serão impostas multas para quem jogar lixo na rua. Na tentativa de reconstruir um consenso, ele disse que haverá um diálogo nacional sobre o programa econômico na semana que vem.

Em Washington, o FMI informou que o Egito solicitou o adiamento do empréstimo "à luz dos acontecimentos que se desenvolvem no local". O Fundo mantinha-se pronto para consultas com o Egito na retomada das discussões sobre o empréstimo congelado, afirmou uma porta-voz.

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