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"Passamos quatro anos de um processo de uma década de desalavancagem", diz executivo

LONDRES, 20 Nov (Reuters) - Os bancos da Europa passaram pela fase mais difícil de sua restruturação, mas ainda enfrentam um período de enfraquecimento de suas carteiras de crédito, o que será um desafio por vários anos, afirmou o Morgan Stanley.

"Embora nós pensemos que provavelmente passamos quatro anos de um processo de uma década de desalavancagem bancária, nós podemos ter passado pela pior e mais destrutiva fase", afirmou nesta terça-feira o analista do Morgan Stanley, Huw van Steenis.

As ações tomadas pelas autoridades, incluindo o plano de compra de títulos do Banco Central Europeu (BCE), deve permitir que os bancos "acelerem a limpeza de seus portfólios" e isso provavelmente levará a uma diferenciação melhor entre as ações bancárias no ano que vem, afirmou van Steenis no relatório "Perspectivas para 2013".

O relatório afirmou que as perspectivas de lucros para os bancos europeus continuam prejudicadas pelo cenário de enfraquecimento econômico, desalavancagem, taxas de juros baixa e muitas dívidas podres.

Mas o mercado pode não ter percebido quanto progresso foi feito pelos bancos ao reduzir os ativos internacionais, o que pode ajudar os resultados de alguns bancos a se estabilizarem, disse o banco de investimento norte-americano Morgan Stanley.

Os bancos da zona do euro cortaram ativos não-domésticos em cerca de 7 trilhões de dólares, ou 40 por cento, nos últimos quatro anos, incluindo 2 trilhões de dólares no ano passado, afirmou o banco. Ativos de trading foram reduzidos pela metade, embora o banco suíço UBS tenha mostrado que há "muito mais a ser feito".

(Reportagem de Steve Slater)

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