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Para os próximos três anos, Bank of England vê economia britânica com uma lenta, mas sustentada, recuperação dos efeitos da crise econômica que atinge a Europa

As perspectivas para o crescimento do Reino Unido permanecem incertas, afetadas pela ameaça de que ajustes no endividamento e da competitividade necessários na zona do euro ocorram de forma desordenada. Esse é o panorama desenhado pelo Banco da Inglaterra, o BC inglês, para os próximos meses no país. 

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Segundo o BoE, considerando a recente volatilidade, o crescimento do Reino Unido deve permanecer lento no curto prazo. "Mas o crescimento no futuro deve ser retomado suavemente quando alguns dos ventos contrários que têm contido a demanda nos últimos anos cessarem", afirma o BC inglês em relatório. O documento afirma que o poder de compra das famílias deve se fortalecer se houver um recrudescimento da produtividade e se um aumento nos preços das commodities parar de comprimir a renda real.

O BC diz ainda que o ritmo da recuperação vai depender da extensão que as recentes reduções nos custos de funding aos bancos derivem em aumento dos empréstimos. "Levando esses riscos e incertezas em consideração, (...) o melhor julgamento coletivo do Comitê é que a economia deve ver uma sustentada, mas lenta, recuperação nos próximos três anos", indica o texto.

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No relatório, o BoE também faz perspectivas para a inflação. Segundo o BC, a curto prazo o horizonte é de uma taxa maior que em agosto, refletindo efeitos maiores que os esperados à inflação junto com grandes aumentos inesperados nos preços da energia para as famílias, anunciados para os próximos meses. "A inflação deve cair na segunda metade do próximo ano, quando o impacto das pressões externas sobre os preços diminuir e uma recuperação parcial na produtividade amortecer o crescimento do custo doméstico", conclui o relatório.

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