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O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, elogiou a Grécia por conseguir aprovar mais reformas no Parlamento. "Isso representa um progresso real", afirmou Draghi

Agência Estado

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, elogiou o governo da Grécia por conseguir aprovar mais reformas no Parlamento. No entanto, ele fez alertas velados de que é preciso mais para manter o país nos trilhos e que o BCE não pode fazer isso por si só, de acordo com o Wall Street Journal.

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Atenas aprovou ontem um pacote de corte de gastos, aumento de impostos e outras reformas no valor de 13,5 bilhões de euros (US$ 17,24 bilhões) para liberalizar a economia, recebendo elogios de Draghi. "Isso representa um progresso real", afirmou o presidente do BCE em entrevista à imprensa após a reunião de política monetária da instituição.

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Draghi, porém, destacou os limites sobre o que o BCE poderia fazer pela Grécia, dizendo que o banco central não poderia imprimir dinheiro apenas para manter à tona um governo que está programado para ficar sem dinheiro em semanas, a menos que credores concordem em liberar outra parcela de ajuda ao país.

"Não podemos fazer financiamento monetário", disse Draghi, embora tenha repetido que o BCE repassará aos governos da zona do euro todos os lucros que obtiver com os 40 bilhões de euros em bônus gregos que ainda detém. Ele também omitiu no comunicado desta quinta-feira a frase de que "o euro é irreversível", que apareceu em coletivas recentes.

Os governos da zona do euro estão programados para discutir o programa de ajuda à Grécia na próxima segunda-feira durante um encontro e, como ainda estão longe de chegar a um acordo que evitaria uma bancarrota nacional na Grécia, muitos temem que o evento pode forçar o país a deixar a união monetária.

Draghi disse esperar que o crescimento na zona do euro continue fraco no restante deste ano e em 2013. Em comunicado, ele afirmou também que a região está fazendo progressos no combate à crise fiscal, mas precisa continuar implementando medidas para reduzir os déficits fiscais e os riscos bancários excessivos.

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Segundo Draghi, um "progresso visível" foi verificado na melhora dos custos trabalhistas e na redução dos atuais desequilíbrios em conta corrente. No entanto, esforços precisam ser mantidos para a redução dos déficits dos governos locais.

Os comentários foram feitos após o BCE decidir, mais cedo, manter sua taxa básica de juros inalterada em 0,75%. Draghi, minimizou qualquer ameaça de inflação na zona do euro e afirmou que ela deverá cair abaixo da meta de pouco menos de 2% em 2013, embora o atual nível dos preços do petróleo sejam suficientes para manter a taxa acima de 2% durante 2012. As informações são da Dow Jones.

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