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Segundo grupo, medidas contra a crise ainda representam risco. Comunicado nesta segunda-feira deve alertar também para o risco da situação fiscal nos EUA e no Japão

Agência Estado

O quadro econômico traçado pelos representantes do G-20 na reunião de ontem, na Cidade do México, é de que houve uma melhora do cenário global, mas ainda há riscos de curto prazo. Apesar de observar progressos na Europa, o G-20 avalia que ainda há risco com a implantação das medidas complexas já anunciadas para enfrentar a crise, informou à Agência Estado um fonte que participa das negociações.

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No comunicado final da reunião de ministro de finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, a ser divulgado nesta segunda-feira, serão feitos alertas também para o risco da situação fiscal nos Estados Unidos e no Japão. A avaliação do G-20 é de que o crescimento mundial permanece lento. E a Europa continua em recessão.

" Nada fora do previsto, ou seja: reconhecimento das medidas tomadas pela Europa e o pedido para que avancem na sua implementação, além da preocupação com riscos da situação fiscal nos EUA e Japão", comentou a fonte. Segundo ela, a linguagem do comunicado trará pouca novidade sobre a ação dos países com espaço fiscal e o cambio. O comunicado também não mostrará avanços sobre fórmula a ser usada na reforma do sistema de cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo outra fonte ouvida pela Agência Estado, houve, porém, avanços para a implementação do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) e na possibilidade de compra de bônus de dívida pelo Banco Central Europeu (BCE). O entendimento é de que é preciso continuar nas reformas estruturais para aumentar a competitividade e reduzir as desigualdades entre os países europeus.

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