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Segundo autoridades, para recuperar a confiança e melhorar expectativas de crescimento e emprego, são necessárias medidas de consolidação fiscal que devem ser acompanhadas por reformas estruturais

EFE

Diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e chanceler alemã, Angela Merkel, se reuniram nesta terça-feira
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Diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e chanceler alemã, Angela Merkel, se reuniram nesta terça-feira

A chanceler alemã, Angela Merkel, e os líderes das cinco maiores organizações econômicas internacionais pediram nesta terça-feira, em comunicado à imprensa, que os países da zona do euro continuem com o ajuste fiscal e que este seja acompanhado de reformas estruturais para melhorar a competitividade.

"Para recuperar a confiança e melhorar as expectativas de crescimento e emprego, são necessárias medidas coerentes de consolidação fiscal que devem ser acompanhadas por reformas estruturais", diz o comunicado assinado pelos lideres do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, da Organização Internacional do Trabalho e da Organização Mundial do Comércio.

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O comunicado adverte de que a recuperação da economia mundial é um processo que passa por águas turvas, apesar de o FMI esperar um crescimento do PIB mundial de 3,3% neste ano e de 3,6% no próximo. Os níveis de endividamento na maioria dos países industrializados continuam, segundo o comunicado, insustentáveis em longo prazo e o desemprego alcançou patamares recorde em muitos países. Tudo isso causou uma insegurança que, segundo o documento, impediu que a confiança dos mercados e os investidores atingisse os níveis de antes da crise.

Na zona do euro, o ajuste deve ser combinado com reformas estruturais que deem impulso ao crescimento através de uma melhora da competitividade. Os Estados Unidos, acrescenta o comunicado, precisam traçar um plano de consolidação fiscal que tenha credibilidade e os países emergentes devem se concentrar em uma política de inclusão que contribua para diminuir os desequilíbrios globais.

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Como prioridades para os próximos anos, tanto para os países industrializados como para os emergentes, o documento define a melhora dos sistemas educacionais e de formação, as reformas do setor da saúde e do mercado de trabalho, o fortalecimento da competitividade e o incentivo às inovações. Todas as medidas econômicas devem ser acompanhadas de esforços para reduzir o desemprego, dando especial ênfase ao desemprego entre jovens, acrescenta o comunicado.

O texto também ressalta a importância do livre-comércio para o bom desenvolvimento da economia mundial e a criação de emprego. Estiveram na reunião com Merkel o secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría; o presidente do Banco Mundial (BM), Jim Yong Kim e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Participaram ainda o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, e o da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Rider.

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