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Índice de Gerentes de Compras (PMI) atingiu 49,1 em outubro, uma máxima de três meses, mas ainda abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração

Reuters

A economia da China está apresentando uma recuperação lenta e constante depois de seu período mais fraco de crescimento em três anos, sinalizou nesta quarta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI), com os indicadores de novas encomendas e produção no maior nível em meses.

O PMI do HSBC atingiu 49,1 em outubro, uma máxima de três meses, mas ainda abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração, destacando a natureza sem brilho da recuperação chinesa.

Na segunda maior economia do mundo onde a produção industrial expandiu a uma taxa anual de 9,2% em setembro, isso indica que embora as fábricas da China estejam crescendo, isso acontece de forma muito mais lenta do que anteriormente.

"Os mercados podem estar decepcionados ao perceber que a recuperação chinesa será gradual e nenhum novo estímulo está próximo", disse o economista sênior e estrategista do Credit Agricole CIB, Dariusz Kowalczyk, em nota a clientes.

O PMI preliminar é o primeiro indicador da atividade econômica real desde que dados oficiais no mês passado mostraram que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou abaixo da meta no terceiro trimestre - o menor nível desde o primeiro trimestre de 2009 - apesar de sinais de fortalecimento em setembro.

A pesquisa PMI captura dados principalmente de indústrias menores e orientadas para a exportação no setor privado da China.

A alta no índice PMI, junto com aumentos em novas encomendas e produção - seus dois maiores subcomponentes - e a melhora geral nas encomendas de exportação, estoques e preços cobrados, sinalizam que um ano de política econômica voltada ao crescimento e a ajustes na China está ganhando tração.

O sub-índice de novas encomendas atingiu uma máxima de seis meses, com os estoques de compras no maior nível desde junho e os estoques de bens finalizados no patamar mais fraco desde março.

Isso indica que uma alta nas encomendas acontecerá frente a um aumento na produção, confirmado por um rali para uma máxima de três meses no sub-índice de produção do PMI.

E reforça as expectativas entre economistas de que, embora as políticas pró-crescimento permaneçam, elas não serão ampliadas após a transição da liderança no congresso do Partido Comunista no próximo mês.

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