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Objetivo das propostas é tentar refrear o poder de empresas estatais e dar mais liberdade à determinação de taxas de juros e do iuan

Reuters

Os principais líderes da China pediram a institutos de política que esbocem suas propostas mais ambiciosas de reforma econômica em décadas que possam refrear o poder de empresas estatais e dar mais liberdade à determinação de taxas de juros e do iuan.

Mas após quase 10 anos de atrasos em dolorosas reformas estruturais, alguns dos autores das propostas disseram à Reuters temer que uma recuperação iminente do crescimento econômico possa arruinar a agenda recomendada.

"A China está se aproximando de um estágio em que o governo tem que abraçar mais reformas fundamentais", disse Shi Xiaomin, vice-presidente da Sociedade Chinesa de Reforma Econômica, um instituto sob o comando da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal entidade de planejamento econômico.

A mudança de liderança da China que acontece uma vez por década será finalizada no próximo mês no 18º congresso do Partido Comunista.

O vice-presidente Xi Jinping deve assumir o lugar de Hu Jintao como presidente e Li Keqiang irá substituir Wen Jiabao como primeiro-ministro na reunião, que começa em 8 de novembro.

O congresso acontece no momento em que a economia avança para sua taxa de crescimento anual mais fraca em pelo menos 13 anos, após três décadas de expansão de cerca de 10% na esteira de reformas lançadas pelo ex-líder Deng Xiaoping.

A Reuters entrevistou cinco conselheiros políticos envolvidos no esboço das propostas de reformas. Eles disseram que a ordem para a agenda veio de membros do Conselho Estatal, ou gabinete, embora eles tenham se recusado a dar detalhes por temores de repercussões.

As fontes de planejamento disseram que membros do gabinete sinalizaram interesse em ver propostas de conselheiros políticos de fora de Pequim, indicando que está sendo buscado um consenso nacional sobre o conteúdo e cronograma para dolorosas reformas estruturais.

No topo da lista desenhada pelos conselheiros está como conter a interferência do governo na economia e uma maneira de reduzir a atuação de mais de 100 mil empresas estatais que detêm enormes privilégios, incluindo acesso preferencial a empréstimos bancários e contratos do governo.

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