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Mais de 250 ônibus trouxeram cidadão de outros pontos do Reino Unido. Em Belfast, na Irlanda do Norte, e em Glasgow, na Escócia, também aconteceram manifestações

Protestos em Londres contra medidas de austeridade
EFE
Protestos em Londres contra medidas de austeridade

EFE

Mais de 100 mil pessoas, segundo os organizadores, se manifestaram neste sábado em Londres contra os cortes e medidas de austeridade, em protestos que se estenderam por outras cidades do Reino Unido e acusaram o primeiro-ministro, David Cameron, de favorecer os ricos e afogar o crescimento. O protesto realizado no centro de Londres, perto das sedes do governo e do Parlamento, transcorreu em geral de forma pacífica, com poucos focos de distúrbio.

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Mais de 250 ônibus trouxeram à capital cidadãos de todos os pontos do Reino Unido, enquanto também foram organizadas manifestações em Belfast (Irlanda do Norte) e Glasgow (Escócia). Sindicalistas, professores, enfermeiras, bombeiros e trabalhadores comunitários e de ONGs participaram da colorida e ruidosa passeata, na qual também houve muitas famílias e idosos.

A longa coluna humana avançou durante o dia todo pelas ruas do centro até chegar ao Hyde Park, onde aconteceu um ato reivindicativo do qual participou o líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband. Em discurso neste parque, Miliband levou a multidão ao delírio ao criticar o elitismo do Executivo de coalizão liderado por Cameron, a quem acusou de favorecer os ricos. No entanto, o líder trabalhista foi vaiado quando advertiu que um governo sob sua direção não poderia deixar de fazer cortes, mas que estes seriam "mais progressivos e mais justos".

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Miliband recuperou o aplauso dos presentes quando expôs suas propostas de crescimento e bem-estar social, entre elas combater o desemprego juvenil, introduzir um imposto sobre as gratificações dos banqueiros, construir imóveis sociais e deter "o experimento de privatização" do Serviço Nacional de Saúde (NHS).

Os manifestantes protestam contra a política de drástico corte do gasto público do Executivo de Cameron, que está em interdição porque, não só não conseguiu reduzir o endividamento, mas, segundo os analistas, está paralisando o crescimento. O Reino Unido está em recessão desde o final de 2011 e, embora o desemprego tenha diminuído em agosto para 7,9% - pelo efeito dos Jogos Olímpicos -, não há indícios de recuperação econômica.

Os cortes do governo causaram a demissão de centenas de milhares de funcionários, a supressão de numerosos serviços públicos e a progressiva privatização da educação e da saúde.

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