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Nenhuma decisão é esperada esta semana e não há certeza de quando a Espanha irá se comprometer com um pedido formal de ajuda financeira

Reuters

O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu na véspera da cúpula da União Europeia (UE) para que tanto a Espanha como a Itália busquem assistência da zona do euro para limitar a crise da dívida da zona do euro, mas Roma rejeitou a ideia e Madri deve pedir ajuda sozinha.

A cúpula de dois dias em Bruxelas debaterá ações em direção à formação de uma supervisão bancária única e propostas para maior integração da zona do euro, incluindo a ideia do ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, de um supercomissário com poderes de veto sobre orçamentos nacionais.

Nenhuma decisão é esperada esta semana e não há certeza de quando a Espanha irá se comprometer.

A Espanha desviou de uma bala na terça-feira quando a agência de classificação de risco Moody's manteve seu rating de crédito de grau de investimento, mas com perspectiva negativa, baseando-se no pressuposto de que Madri irá ativar a intervenção do Banco Central Europeu (BCE) em breve para diminuir seus custos de empréstimo.

O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard afirmou a um jornal italiano que a zona do euro está perto de ter todas as medidas necessárias implementadas para garantir que a Espanha e a Itália possam continuar tomando empréstimos nos mercados, enquanto realizam dolorosas reformas econômicas.

"No curto prazo, será crucial ter um plano para os dois países da periferia (da zona do euro)", disse Blanchard ao jornal Il Corriere della Sera em entrevista publicada nesta quarta-feira.

"Isso incluiria não apenas processos contínuos de ajuste dentro dos países, mas também uma garantia de que eles possam se financiar. Isso seria condicional à realização de seus compromissos."

"Nós estamos quase lá, mas ainda não neste ponto", disse ele.

Fontes seniores da Espanha e da zona do euro indicaram que Madri está preparando-se para pedir uma linha de crédito preventiva do fundo de resgate da zona do euro nas próximas semanas --uma ação que pode iniciar a compra de títulos pelo BCE assim que a Espanha concordar com condições de política.

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, afirmou na semana passada que um resgate espanhol pode ser suficiente para acalmar os mercados. Ele tem dito repetidamente que Roma não precisa de assistência.

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