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Perspectiva econômica relativamente sombria, aliada a políticas fiscais apertadas e "forte taxa de câmbio do euro", manterá pressão inflacionária sob controle, diz ex-membro do BCE

Agência Estado

A zona do euro enfrenta riscos de deflação, e não de inflação, disse nesta sexta-feira Lorenzo Bini Smaghi, ex-membro da diretoria do Banco Central Europeu (BCE). O comentário é semelhante ao feito por Benoit Coeure, que no começo deste ano substituiu Smaghi na diretoria do BCE. Em entrevista publicada na edição de hoje do jornal alemão Die Welt, Coeure disse que "o perigo de deflação é maior que o de inflação" na zona do euro, com a região próxima de uma recessão.

Uma perspectiva econômica relativamente sombria, combinada com políticas fiscais apertadas e uma "forte taxa de câmbio do euro", manterá as pressões inflacionárias sob controle, disse Smaghi, citando a avaliação pessimista do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia mundial.

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Esta semana, o FMI reduziu suas projeções de crescimento para a economia global, dizendo que as "perspectivas se deterioraram ainda mais e que os riscos aumentaram". O presidente do BCE, Mario Draghi, tem dito repetidamente que a perspectiva econômica para a zona do euro é fraca, com o PIB da região encolhendo 0,2% no segundo trimestre depois de ter registrado crescimento nos três primeiros meses do ano.

"Comparada a outras regiões do mundo, a zona do euro é a única que está conduzindo uma política fiscal apertada. É também a única com uma política monetária comparativamente mais apertada, com uma taxa de juro mais alta e um euro forte", disse Smaghi. "Na ausência de riscos inflacionários, a combinação de políticas monetária e fiscal relativamente apertadas pode adicionar certo viés deflacionário." As informações são da Dow Jones.