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Para membros da autoridade monetária do bloco, a falta de confiança nos esforços para reduzir os níveis da dívida e do déficit orçamentário estavam contribuindo para os atuais problemas na zona do euro

Agência Estado

Os governos europeus devem acompanhar atentamente os planos sobre cortes no orçamento para se certificarem de que eles não prejudicarão muito o crescimento econômico, embora alguns países não tenham escolha a não ser avançar urgentemente com os profundos cortes. A declaração é de Vitor Constancio, vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE).

"Alguns países perderam o acesso ao mercado e não têm opção a não ser buscar a consolidação no curto prazo", afirmou o dirigente do BCE, em um debate organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua reunião anual.

Ele acrescentou, contudo, que os países nos quais há mais margem de manobra por parte dos investidores devem ter cuidado para que a austeridade não prejudique demais o crescimento e torne as metas orçamentárias ainda mais difíceis de serem alcançadas.

Ignazio Visco, presidente do Banco Central da Itália e membro do conselho do BCE, alertou que cortes mal feitos no orçamento irão minar a credibilidade com os mercados.

Ele disse que a falta de confiança nos esforços para reduzir os níveis da dívida e do déficit orçamentário estavam contribuindo para os atuais problemas na zona do euro. "Isso é claramente algo para ser trabalhado." As informações são da Dow Jones.

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