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Agência de classificação de riscos rebaixou a nota de solvência da dívida em três degraus

EFE

A agência de classificação de riscos Moody's rebaixou nesta terça-feira em três degraus a nota de solvência da dívida do Chipre (de "Ba3" a "B3"), afundando-a ainda mais no território do bônus lixo devido à delicada situação do seu setor bancário.

A agência também justificou sua decisão pela conjuntura macroeconômica adversa e a incerteza política, dois elementos que acrescentam dificuldades à capacidade creditícia do Estado mediterrâneo.

A Moody's argumenta ainda que a falta de acordo entre o Governo do Chipre e a "troika" formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional foi outro fator para a degradação da nota. Além do rebaixamento da dívida avalizada pelo Estado, a agência também diminuiu a qualificação de solvência dos principais bancos cipriotas, muito debilitados por sua exposição à economia da Grécia.

A Moody's já rebaixara em 13 de junho a nota da dívida soberana do Chipre devido às consequências que levaria para a economia da ilha mediterrânea uma potencial saída da Grécia da zona do euro.

O Chipre, que se converteu em 25 de junho no quinto sócio do euro a pedir ajuda financeira, negocia atualmente com os analistas da "troika" o montante final do resgate. O Governo cipriota está tentando resistir à imposição de medidas demandadas pela "troika", como um rebaixamento de 15% no salário dos funcionários públicos, alegando que isso deprimiria ainda mais uma economia que neste ano deverá encolher 1,5%.


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