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Pesquisas sugerem que as medidas agressivas do Banco Central Europeu nos últimos dois meses ainda não levantaram a economia real de forma significativa

Reuters

Redução de novas encomendas e dispensas mais rápidas de trabalhadores marcaram uma piora do cenário para as empresas da zona do euro no mês passado, de acordo com pesquisas Índice de Gerentes de Compra (PMI), o que afeta as esperanças de que a economia retorne ao crescimento antes de 2013.

Os PMIs divulgados nesta quarta-feira sugerem que é quase inevitável que a zona do euro retorne à recessão no terceiro trimestre.

Boa avaliação de crescimento econômico, o PMI composto do instituto Markit caiu para 46,1 em setembro ante 46,3 em agosto.

Embora tenha sido ligeiramente revisado para cima ante a leitura preliminar há duas semanas, o índice ficou abaixo da marca de 50, que divide crescimento de contração, em 12 dos últimos 13 meses.

As encomendas encolheram no mês passado no maior ritmo em mais de três anos, enquanto as empresas reduziram o número de funcionários no ritmo mais rápido desde janeiro de 2010.

No geral, as pesquisas sugerem que as medidas agressivas do Banco Central Europeu (BCE) nos últimos dois meses ainda não levantaram a economia real de forma significativa.

"Em vez de se dissipar, a nuvem de incerteza que paira sobre o investimento empresarial e gastos ficou notavelmente maior em setembro", disse o economista chefe do Markit, Chris Williamson.

O PMI de serviços caiu para 46,1 ante 47,2 em agosto, pior resultado em mais de três anos.

As empresas que vão de bancos a restaurantes estavam menos confiantes sobre o ano à frente do que em qualquer momento desde 2009, quando a economia ainda sofria com a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

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