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Entre 20 bancos, o alemão deve ter o lucro mais afetado pela separação das atividades bancárias de alto risco do recebimento de depósitos

Reuters

O Deutsche Bank deve ser, entre quase 20 bancos, o que mais sofrerá impacto no lucro por causa da proposta de separar as atividades bancárias de alto risco e o tradicional negócio de recebimento de depósitos, disseram analistas.

O objetivo da proposta, que conselheiros da União Europeia apresentaram nesta terça-feira, é evitar que os contribuintes arquem com futuros resgates e que unidades de negócios derrubem um banco inteiro.

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"Acreditamos que os bancos de investimento da zona do euro serão os bancos que mais sofrerão com essas possíveis mudanças, em particular Deutsche Bank e talvez alguns franceses, tendo em vista que se focam em ativos em carteira", afirmou o analista Amit Goel, do Credit Suisse.

A proposta também deve afetar os franceses BNP Paribas e Société Générale e grandes bancos britânicos e escandinavos, segundo analistas.

O professor especialista em bancos Jan Pieter Krahnen, membro do comitê, disse que cerca de 20 bancos talvez tenham que separar as atividades de negociação de ativos de acordo com o que o chamado Grupo Liikanen propôs.

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A Comissão Europeia pode fazer os primeiros rascunhos da normativa em meados do próximo ano, mas talvez tenha que recuar na proposta diante da oposição de países como Alemanha e França, que alegam que o modelo bancário universal não tem culpa pela crise financeira e que qualquer mudança na lei demoraria anos para ter efeito.

Lobbies do setor bancário se opõem à proposta, alegando que uma grande mudança estrutural já está em andamento e que existe o risco de excesso de regulação. Uma série de novas regras já está afetando o lucro dos ganhos e impossibilitando que alguns tenham retorno acima do custo de capital.

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