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Os preços nas portas das fábricas nos 17 países que adotam o euro subiram 0,9% em agosto ante julho, maior salto desde o início do ano

Reuters

Os preços ao produtor na zona do euro saltaram inesperadamente em agosto e pela maior margem desde janeiro, uma vez que a alta dos preços do petróleo ampliou as pressões inflacionárias em todo o bloco, limitando a capacidade do Banco Central Europeu (BCE) de reduzir as taxas de juros novamente para dar suporte à economia.

Os preços nas portas das fábricas nos 17 países que adotam o euro subiram 0,9% em agosto ante julho, maior salto desde o início do ano, quando os preços aumentaram pela mesma margem, informou nesta terça-feira o escritório de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

Mudanças nos preços do petróleo no mundo alteraram a perspectiva de inflação várias vezes durante o ano, e economistas em pesquisa da Reuters não esperavam mudança tão grande nos preços ao produtor de agosto, estimando apenas um aumento de 0,5%.

Na comparação anual, os preços ao produtor subiram 2,7% na zona do euro, ligeiramente acima dos 2,6% esperados por economistas.

O BCE realiza sua reunião mensal na quinta-feira, mas a expectativa é de que não reduza a taxa de juros para outra mínima recorde depois que os preços ao consumidor subiram inesperadamente em setembro.

Os preços da energia para as fábricas subiram 2,4% em agosto ante julho, maior alta desde janeiro. Mas a inflação dos preços ao produtor excluindo construção e energia foi moderada, atingindo 0,3% na comparação mensal e 1% na base anual.

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