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Separar as operações de varejo daquelas de alto risco está entre as propostas em estudo para frear crises em bancos de investimento que arrastam junto bancos de varejo, poupadores e empresas

Reuters

Um grupo consultivo da União Europeia recomendará nesta terça-feira reformas que podem incluir a separação dos negócios de varejo da divisão de investimento dos bancos, buscando proteger correntistas e países do tipo de tomada de risco que desencadeou a crise financeira.

O presidente do Banco da Finlândia, Erkki Liikanen, que liderou o grupo de acadêmicos e especialistas criado pela Comissão Europeia, anunciará a decisão sobre a melhor maneira de reformar a estrutura bancária, na esteira da crise que começou há cinco anos.

Separar as operações de varejo daquelas de alto risco pode estar entre as propostas que Liikanen apresentará para frear crises em bancos de investimento que arrastam junto bancos de varejo, poupadores e empresas que dependem deles.

O comissário europeu responsável pela regulação, Michel Barnier, apresentará a resposta inicial a jornalistas após Liikanen descrever as recomendações em uma entrevista coletiva à imprensa nesta terça-feira.

Legalmente, a separação ou a circunscrição das unidades de investimento tornaria mais fácil para a parte do banco que detém os depósitos e fornece financiamento a empresas continuar operando, mesmo se outras divisões do grupo entrarem em colapso, segundo especialistas do setor.

A decisão afetaria bancos europeus como Barclays, Deutsche Bank e BNP Paribas.

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