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Governo promete reduzir despesas em até 58% para reduzir seu déficit para 6,3% do PIB em 2012, depois para 4,5% em 2013, mas sofre com falta de credibilidade com os mercados

O governo espanhol aprovou nesta quinta-feira seu projeto de orçamento 2013, marcado pela austeridade para reduzir o déficit público, assim como um novo plano de reformas que inclui a criação de uma "autoridade orçamentária independente" para controlas suas contas.

Soraya Sáenz e os ministros da Fazenda, Cristóbal Montoro (dir), e da Economia, Luis de Guindos
EFE
Soraya Sáenz e os ministros da Fazenda, Cristóbal Montoro (dir), e da Economia, Luis de Guindos


As finanças do país são particularmente acompanhadas pelos mercados, que preveem que a Espanha, quarta economia da zona do euro, solicite em breve um resgate financeiro aos fundos de resgate europeus.

"É um orçamento de tempos de crise, mas precisamente para sair da crise", afirmou a vice-presidente do governo, Soraya Sáenz de Santamaría, ao final de um conselho de ministros.

O orçamento é marcado "mais pela redução das despesas (58% do orçamento) do que pela criação de novas receitas" (42%), indicou ela.

Neste quadro de austeridade, "as partes que aumentam são as aposentadorias, os auxílios (em educação) e os juros da dívida" pública, no momento em que o país é afetado pela tensão nos mercados.

O governo conservador está comprometido em reduzir seu déficit público para 6,3% do PIB em 2012, depois para 4,5% em 2013, mas sofre com uma falta de credibilidade com os mercados, após uma grave derrapagem orçamentária em 2011 (déficit de 8,9% em vez dos 6% prometidos).

Para tranquilizar os investidores, o plano de reformas aprovado nesta quinta-feira com o orçamento inclui "a criação de uma autoridade orçamentária independente que ficará encarregada de prever as derrapagens que podem ocorrer no orçamento e controlar de qualquer forma a transparência", anunciou a porta-voz do governo.

Últimos dias foram marcados por manifestações contra o plano de austeridade


*Com AFP