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Dados apontam que a demanda doméstica pode não ser capaz de compensar a fraqueza das exportações em meio à crise da zona do euro e impulsionar o crescimento

Reuters

O desemprego na Alemanha subiu pelo sexto mês seguido em setembro, sugerindo que a demanda doméstica pode não ser capaz de compensar a fraqueza das exportações em meio à crise da zona do euro e impulsionar o crescimento na principal economia do bloco.

O desemprego, perto do menor nível desde a reunificação, há mais de duas décadas, ficou estável em 6,8%, contrastando com o mercado de trabalho ruim em muitos outros países, incluindo França e Espanha.

No entanto, o desemprego cresceu em 9 mil neste mês, uma vez que a desaceleração global e a crise de três anos da zona do euro pesa sobre as exportações e leva empresas a segurar os investimentos. Economistas esperam que o desemprego suba mais nos próximos meses.

Dados mais altos de desemprego podem se tornar uma dor de cabeça para a chanceler alemã Angela Merkel, que enfrenta uma eleição no próximo ano, e pode reduzir a disposição dos alemães médios em continuar a resgatar parceiros da região sul como a Grécia.

"O mercado de trabalho está, lentamente mas com certeza, perdendo força e todos os indicadores futuros também não indicam algo bom", disse o economista do ING Carsten Brzeski.

"Existe dúvida se o consumo privado pode realmente assumir o bastão como principal motor de crescimento para a economia alemã."

A economia alemã permaneceu resiliente durante a maior parte da crise, recuperando-se da crise financeira de 2008/09, embora o crescimento tenha desacelerado no segundo trimestre deste ano para 0,3% ante 0,5% no primeiro.

A força do mercado de trabalho da Alemanha, resultado de reformas estruturais em meados dos anos 2000, tem sido fundamental para alimentar a demanda doméstica.