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Programa de pagamento do banco que quebrou em 2008 deve atingir US$ 65 bilhões, valor pequeno comparado aos mais de US$ 300 bilhões em compensações exigidas por credores

Reuters

O Lehman Brothers disse nesta terça-feira que pagará cerca de US$ 10,5 bilhões (R$ 21,33 bilhões) a credores a partir do início do ano que vem, na segunda etapa de um plano com o objetivo de quitar mais de US$ 65 bilhões (R$ 132 bilhões) em dívidas.

O Lehman distribuirá os recursos a afiliados, subsidiárias e credores terceiros, de acordo com um documento jurídico registrado junto ao tribunal de falência de Manhattan.

Credores já receberam cerca de US$ 22,5 bilhões (R$ 45,71 bilhões) durante a primeira etapa do programa de pagamento, apresentado em abril. Os novos US$ 10,5 bilhões (R$ 21,33 bilhões) elevarão o montante quitado a cerca de US$ 33 bilhões (R$ 67,04 bilhões).

Embora isso equivalha a metade do dinheiro que os credores devem receber, é um valor muito pequeno comparado aos mais de US$ 300 bilhões (R$ 609 bilhões) em compensações exigidas por credores do grupo financeiro.

Quebra do Lehman Brothers em 2008 foi o estopim da crise financeira internacional
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Quebra do Lehman Brothers em 2008 foi o estopim da crise financeira internacional


O colapso do Lehman Brothers em 15 de setembro de 2008 ajudou a disseminar a crise financeira mundial. Credores aguardaram 3 anos e meio para reaverem seus investimentos, enquanto o Lehman lidava com um processo caótico de liquidação, disputando com detentores de bônus e credores como o Goldman Sachs o controle dos termos de um programa de pagamento.

Em junho de 2011, o Lehman propôs um plano estimando um pagamento total de US$ 65 bilhões e oferecendo a muitos credores deságio de 70 a 80% da dívida.

O Lehman disse em comunicado nesta terça-feira que prevê adotar uma terceira rodada de pagamentos por volta de 30 de março.

Por Nick Brown