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Autoridade monetária do país afirmou que irá "ajustar" a política para proteger a economia de riscos globais

Reuters

O banco central da China afirmou nesta terça-feira que irá "ajustar" a política para proteger a economia de riscos globais, enquanto observa atentamente o possível impacto do afrouxamento monetário nos Estados Unidos e na Europa.

"Nós continuaremos implementando política monetária prudente, deixando nossas políticas mais direcionadas, flexíveis e voltadas para o futuro, enquanto ajustamos a política de acordo com a situação econômica", afirmou o banco central em comunicado após a reunião de política monetária do terceiro trimestre.

"Nós vamos usar várias ferramentas de política para guiar um crescimento estável e apropriado em dinheiro e crédito", disse o banco central, acrescentando que irá melhorar sua alocação de recursos financeiros e resolver distorções estruturais na oferta e demanda de crédito.

Muitas empresas menores da China, o principal condutor do crescimento econômico e da criação de empregos, continuam famintas por dinheiro, à medida que os bancos comerciais ainda favorecem empresas grandes e apoiadas pelo Estado.

A economia da China mostrou sinais de estabilização, enquanto a tendência de inflação continua estável, afirmou o banco central no comunicado divulgado no site do banco (www.pbc.gov.cn).

"O atual desempenho econômico e financeiro mostra sinais de estabilização e a situação dos preços está basicamente estável", afirmou a autoridade monetária.

"O crescimento econômico global continua fraco e nós precisos observar atentamente o impacto do recente resgate e medidas de estímulo tomados por países europeus e pelos Estados Unidos."

Na Ásia, bancos centrais estão muito cautelosos sobre o potencial impacto inflacionário do último "quantitative easing" do Federal Reserve, banco central norte-americano, assim como do estímulo divulgado pelo Banco Central Europeu (BCE).