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Programas sociais do governo federal ajudam taxa a se manter em 15% em 2011, mas aumenta a distância entre a renda do 1% mais rico e a do restante da população

O órgão responsável pelo censo nos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira que o número de norte-americanos em estado de pobreza se manteve em 15% em 2011, permanecendo em nível recorde de alta.

E enquanto o desemprego segue em alta, o fosso entre ricos e pobres aumentou no último ano. A faixa de um por cento que tem os maiores salários teve um aumento de 6% na receita, enquanto os 40% que fazem parte da camada inferior tiveram sua renda inalterada, disse David Johnson, chefe de divisão de economia familiar do censo.

Fila em posto de distribuição de alimentos em Nova York
Getty Images
Fila em posto de distribuição de alimentos em Nova York


O relatório sai menos de dois meses antes da eleição presidencial de novembro, onde a ainda fraca economia dos EUA é o principal tema para os eleitores que decidem entre o presidente Barack Obama e o republicano Mitt Romney.

Cerca de 46,2 milhões de pessoas, ou cerca de 1 em cada 6, vivem na pobreza no território norte-americano. Os dados são melhores do que os esperados por analistas, que previam um aumento nos números em razão da alta taxa de desemprego.

Em 2011, a mediana da renda familiar foi de US$ 50.054, queda de 1,5% menor do que no ano anterior

Em 2010, o porcentual de pessoas vivendo na pobreza foi de 15,1%. A taxa de desemprego registrou uma leve melhora em 2011, mas o crescimento salarial foi fraco.

O economista Sheldon Danziger, da Universidade de Michigan, disse que os dados são surpreendentes, além de um sinal de que os benefícios de auxílio-desemprego ajudaram os trabalhadores durante a maior parte do ano.

Johnson atribuiu os números melhores que o esperado ao aumento de trabalhadores em tempo integral durante o ano passado. Ele também estimou que a expansão dos subsídios de desemprego ajudou a manter 1,6 milhão de pessoas pertencentes à população ativa fora da pobreza.

O percentual de norte-americanos sem cobertura de saúde caiu de 16,3% para 15,7%, ou 48,6 milhões de pessoas. Foi a maior queda no número de segurados desde 1999, impulsionado em parte pelo aumento da cobertura para jovens adultos sob a nova lei de saúde que lhes permite ser atendimento pelo seguro de saúde de seus pais até os 26 anos de idade.

O Congresso aprovou a reforma da saúde em 2010 para atender o aumento do número de pessoas sem seguro. Durante este ano eleitoral, a lei é alvo de crescentes críticas dos republicanos, incluindo Romney, que se comprometeu uma revogação se for eleito. As principais disposições da lei não terão efeito até 2014.