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Alguns economistas temem que o cenário seja tão ruim que a China pode não atingir a meta oficial de crescimento de 7,5% em 2012 sem uma nova rodada imediata de estímulo

Reuters

As exportações da China cresceram num ritmo mais fraco que o esperado em agosto, enquanto as importações tiveram uma queda surpreendente, destacando o crescente desafio das autoridades chinesas uma vez que a demanda doméstica enfraquece em meio a um cenário econômico global sombrio.

As exportações cresceram 2,7% na comparação anual no mês passado, abaixo da previsão de 3% da pesquisa da Reuters, confirmando o alerta do presidente Hu Jintao de "desafios graves" apresentados pela economia global.

Os dados de importações foram ainda piores, mostrando uma queda de 2,6% na base anual em agosto, comparado com expectativas de aumento de 3,5%. O número irá solidificar expectativas do mercado para mais estímulos e afrouxamento monetário para apoiar o crescimento, à medida que a China caminha para uma mudança de liderança no final deste ano.

"A surpresa da queda nas importações é muito incomum. É um sinal alarmante para o governo e eles provavelmente viram isso chegando", afirmou o economista-chefe para a China do Nomura em Hong Kong, Zhang Zhiwei.

Tais dados são notícias ruins para um país onde as exportações geram 25% do Produto Interno Bruto (PIB), apoiam aproximadamente 200 milhões de empregos e onde analistas já esperam que a economia tenha seu ano de expansão mais fraco desde 1999.

Alguns economistas temem que o cenário seja tão ruim que a China pode não atingir a meta oficial de crescimento de 7,5% em 2012 sem uma nova rodada imediata de estímulo, além do afrouxamento monetário e fiscal que está sendo feito desde o ano passado e os projetos de infraestrutura no valor de US$150 bilhões anunciados na semana passada.