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Segundo os dados oficiais, em boa parte a alta se deve ao aumento dos preços dos alimentos

EFE

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na China subiu para 2% anualizado durante agosto, contra 1,8% de julho passado, informou neste domingo o Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Segundo os dados oficiais, em boa parte a alta se deveu ao aumento dos preços dos alimentos, que subiram 3,4% anualizado contra 2,4% do mês anterior.

O Índice de Preços ao Produtor, outro parâmetro-chave para medir a inflação, caiu por sua vez para 3,5% anualizado em agosto. Em julho, o Índice de Preços ao Produtor tinha caído para 2,9%.

Estes dados representam a queda pelo sexto mês consecutivo dos preços por atacado na China. Os dados de hoje estão muito afastados da alta da inflação de há apenas um ano, quando ela chegou a atingir 6,4%, o maior nível desde 2008.

Desde então, quando sua preocupação era adotar políticas para relaxar a alta de preços, o Governo chinês deu um giro de 180 graus em suas medidas econômicas e agora tenta estimular o consumo interno perante os problemas financeiros de parceiros comerciais como a UE e Estados Unidos, que afetaram muito negativamente as exportações chinesas.

Assim, a China desembolsará 800 bilhões de iuanes (US$ 127 bilhões) em projetos de infraestrutura, incluindo novas linhas de metrô e de trem, para tentar estimular a economia.

Em discurso perante a cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec) realizado em Vladivostok (Rússia) este fim de semana, o presidente da China, Hu Jintao, advertiu que "o crescimento econômico encara uma notável pressão negativa".

"Na China, algumas empresas pequenas e médias estão passando por um mau momento e os exportadores encaram mais dificuldades, por isso temos uma árdua tarefa na hora de criar empregos para quem entra no mercado de trabalho", acrescentou Hu.