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Para Anders Borg, apesar de governo ter votado pelas reformas na Grécia, elas ainda não foram implementadas

Agência Estado

O ministro de Finanças da Suécia, Anders Borg, acredita que o pior ainda está por vir em países como Espanha e Grécia nos próximos 6 a 12 meses, afirmou ele em entrevista concedida neste sábado à Swedish Radio. Borg aposta que o próximo relatório da troica - grupo formado por representantes da União Europeia (UE), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE) - sobre a Grécia mostrará que grande parte das medidas gregas não foi implementada.

Ele disse que o governo da Grécia pode ter votado pelas reformas, mas elas podem não ter sido implementadas pelas autoridades competentes. Para Borg, não se pode descartar que o FMI decida não seguir em frente com novos programas de reforma para os gregos, e então os países membros da zona do euro terão de decidir se estão preparados para fazê-lo.

"E eles podem decidir que sim. Mas, se os gregos então não fizerem o que deveriam, podem ter chegado ao fim da estrada [...] e terão de decidir se deixarão a zona do euro ou darão calote nos pagamentos. Não se pode descartar que deixarão a zona do euro em 6, 9 ou 12 meses", declarou o ministro sueco.<p><p>Embora reconheça que haja grande possibilidade de haver mais problemas ligados à Espanha e às economias regionais, Borg acrescentou que a situação dos espanhóis é bem diferente da Grécia. As informações são da Dow Jones.