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Segundo membro do conselho do próprio Banco Central Europeu, medida precisa ser complementada por ações governamentais para baixar dívidas e estimular a economia

Agência Estado

A promessa do Banco Central Europeu (BCE) de intervir nos mercados de títulos soberanos dos países do bloco que estão em crise precisa ser complementada por ações governamentais para baixar a dívida e estimular a economia, informou neste sábado Benoit Couré, membro do conselho do BCE.

"Não é o fim da crise, o BCE não pode solucionar todos os aspectos da crise", disse em entrevista à rádio France Inter. "A grande maioria das medidas que nos permitirão sair da crise são as decisões políticas." Reconhecendo que a crise de dívida da Europa alcançou um estágio crítico, o BCE aprovou na quinta-feira um plano que abre caminho para compras ilimitadas nos mercados de bônus dos membros da zona do euro em dificuldades.

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Este foi o passo mais ousado já tomado para combater a crise fiscal da Europa, algo impensável quando os problemas surgiram há quase três anos. O plano visa a restaurar a estabilidade dos mercados de dívida da Espanha e Itália e encorajar os investidores estrangeiros a retornarem depois de uma fuga em massa.

Coeure afirmou, no entanto, que a intervenção do BCE apenas funcionará se o país já tiver adotado medidas para reduzir o déficit e melhorar a sua competitividade. "Isso não significa necessariamente mais austeridade: esses países já introduziram muitas iniciativas que estão na direção certa", acrescentou ele. "Não haverá necessariamente mais exigências." As informações são da Dow Jones.