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Dados do Departamento de Trabalho americano mostram a criação de 96 mil empregos fora do setor agrícola, abaixo da previsão de analistas; desemprego caiu para 8,1%

O número de empregos criados fora do setor agrícola dos Estados Unidos cresceu menos que o esperado, enquanto o desemprego registrou leve queda em agosto em relação ao mês anterior, indicando uma estagnação no mercado de trabalho americano. Dados do Departamento de Trabalho dos EUA divulgados nesta sexta-feira mostram a criação de 96 mil vagas no país em agosto, contra um crescimento revisado de 141 mil em julho que foi menor que o previsto inicialmente.

O relatório abre caminho para o Federal Reserve (Fed, banco central americano) injetar mais dinheiro na economia e representa mais uma pedra no caminho na tentativa de reeleição do presidente Barack Obama. O presidente do Fed, Ben Bernanke, falou em uma conferência em Jackson Hole, Wyoming, na semana passada, que o BC americano não deve descartar novos esforços para reduzir o que ele descreveu como desemprego gravemente elevado.

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Segundo o Departamento de Trabalho, houve crescimento nos setores de alimentação e bebidas, em serviços profissionais e técnicos e na área de saúde. A maior parte da criação dos empregos veio do setor privado, segundo o Departamento do Trabalho, com 103 mil novas vagas em agosto. O setor público teve corte de 7 mil vagas, à medida que os governos locais e dos Estados demitiram funcionários. O setor manufatureiro eliminou 15 mil empregados, conduzido pelo setor automotivo.

O Departamento de Trabalho atribuiu parte da mudança a fatores sazonais - houve menos demissões do que o esperado em julho, quando o setor adicionou 14 mil postos de trabalho, e menos contratações em agosto. Em um sinal levemente positivo contido no payroll, os ganhos médios por hora trabalhada caíram US$ 0,01, para US$ 23,52. A semana de trabalho média ficou inalterada em 34,4 horas em agosto. As informações são da Dow Jones.

Desemprego

Por outro lado, o desemprego no país atingiu 8,1%, uma leve queda em relação aos 8,3% de julho, mas isso se deve principalmente ao menor número de pessoas procurando emprego. A taxa de desemprego é obtida por uma pesquisa com as famílias norte-americanas separada da pesquisa sobre a criação de postos de trabalho.

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Revisões nos números de junho e julho mostraram houve a criação de 41 mil postos de trabalho a menos do que o informado antes. A porcentagem de norte-americanos que têm emprego ou estão procurando caiu para 63,5 por cento, o menor nível desde setembro de 1981.

(com Reuters e AE)