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Entidade reduziu com mais força sua previsão para a Alemanha, para 0,8% ante 1,2%, afirmando que a crise de dívida está cada vez mais pesando nas economias centrais

Reuters

As perspectivas para as principais economias desenvolvidas pioraram nos últimos meses uma vez que a crise da zona do euro se espalhou pela região, afirmou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quinta-feira, pedindo ao Banco Central Europeu que intervenha nos mercados de títulos para controlar os problemas.

Estimando um crescimento em 2012 de 1,4% para o G7, grupo que reúne as principais economias, as previsões da OCDE variam dentro do grupo, com países europeus sofrendo mais.

"A zona do euro continua sendo um ponto crucial, o epicentro da crise", disse o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan.

"Ela precisa ser enfrentada para seu próprio bem; precisa ser enfrentada pela estabilidade da economia global. É crítico que o BCE possa avançar com intervenções no mercado de títulos."

De modo geral, bancos centrais em países onde o crescimento foi fraco não deveriam hesitar em reduzir as taxas de juros, completou a OCDE.

Mais afrouxamento nos EUA seria justificado se o mercado de trabalho piorar e o governo for forçado a apertar os cintos.

A OCDE estima crescimento de 2,3% neste ano para os Estados Unidos, ante 2,4% previstos em maio.

A entidade reduziu com mais força sua previsão para a Alemanha, para 0,8% ante 1,2%, afirmando que a crise de dívida do bloco está cada vez mais pesando nas economias centrais.

O panorama para a Itália foi ainda pior, com sua estimativa reduzida para contração de 2,4% ante contração de 1,7% em maio. A estimativa para a França foi baixada para 0,1% ante 0,6%.