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O escritório de estatísticas da União Europeia, Eurostat, confirmou estimativa preliminar de que o PIB nos 17 países que compartilham o euro recuou 0,2% na comparação trimestral

Reuters

Exportações fortes limitaram a contração econômica da zona do euro no segundo trimestre do ano, apesar das quedas em investimento, estoques e consumo privado que destacaram a extensão da doente economia do bloco.

O escritório de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat, confirmou nesta quinta-feira sua estimativa preliminar de que o Produto Interno Bruto (PIB) nos 17 países que compartilham o euro recuou 0,2% na comparação trimestral, configurando uma queda de 0,5% na base anual - uma revisão ante a leitura de -0,4% previamente reportada.

A crise da dívida que começou na Grécia há quase três anos prejudicou a recuperação da Europa da crise financeira global de 2008 e 2009, potencialmente encolhendo a produção da zona do euro em 2012 e colocando o bloco em recessão pela segunda vez em apenas três anos.

Se não fosse pela estagnação nos primeiros três meses do ano, a zona do euro já estaria numa recessão técnica após uma contração trimestral de 0,3% no último trimestre de 2011, como resultado da crise da dívida soberana.

O Eurostat afirmou que a queda no consumo das famílias subtraiu 0,1 ponto percentual do número final do PIB trimestral e a redução do investimento e dos estoques tirou 0,2 ponto percentual cada na comparação com os três meses anteriores.

Exportações fortes, no entanto, somaram 0,6 ponto percentual, que depois de uma contribuição negativa das importações, deixaram o resultado líquido comercial com 0,2 ponto percentual positivo.

Muitos economistas veem a economia da zona do euro, que gera 16% da produção econômica global, encolhendo pelo menos 0,3% este ano.

Dados mostrando uma queda nas vendas no varejo em julho e uma contração no setor de serviços da zona do euro em agosto, ambos divulgados na quarta-feira, mostraram a extensão da fraqueza da economia do bloco e apontaram para outra contração no terceiro trimestre que pode colocar as 17 nações coletivamente em recessão.