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Novas medidas de austeridade planejadas pelo governo devem gerar cortes de 11,6 bilhões de euros; salários de policiais, bombeiros, médicos e professores serão em até 17,5%

EFE

As novas medidas de austeridade planejadas pelo governo grego, avaliadas em 11,6 bilhões de euros, provocaram nesta quarta-feira novas manifestações de médicos, professores, juízes e policiais, após um período de calmaria devido às eleições de maio e junho e das férias de verão.

Os médicos gregos realizaram hoje uma greve de várias horas e uma manifestação na praça ateniense Syntagma, e os juízes e promotores se concentraram em frente à sede do Supremo Tribunal.

Nesta quinta-feira estão previstas manifestações de policiais, bombeiros e da guarda-costeira, que protestarão no antigo estádio de Atenas. Já os professores universitários ameaçaram iniciar uma greve na semana que vem, o que poderia prejudicar a realização das provas de acesso em outubro.

No sábado será realizada uma grande manifestação contra as medidas de austeridade, em Salônica, convocada por organizações sindicais, sociais e políticas de todo o país. Além disso, uma greve geral pode ocorrer em breve. "Após Salônica devemos discutir com a GSEE (maior sindicato do setor privado) e as demais organizações os detalhes e a data, mas definitivamente haverá uma greve geral", disse à Agência Efe Vassilis Xenakis, secretário internacional da ADEDY, a maior confederação de sindicatos de servidores públicos.

Embora as medidas de ajuste ainda não tenham sido oficializadas, a imprensa grega informou que os salários de policiais, militares, bombeiros e a guarda-costeira serão reduzidos entre 6% e 12%; dos médicos de hospitais públicos, em 13%; e dos professores universitários, 17,5%.

Além disso, os juízes e promotores poderão sofrer uma redução de salários entre 20% e 35%, e diplomatas e clérigos de 20%. "O setor público atende as necessidades sociais da população, portanto não se trata só de lutar pelos direitos dos trabalhadores públicos, mas pelo modelo social. Estes cortes estão levando a uma piora da qualidade da saúde e da educação na Grécia", denunciou Xenakis.