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Na França, vendas caíram 11%, para 96.115 carros em agosto, sendo o décimo declínio mensal registrado; as vendas italianas caíram cerca de 20%, informou o presidente-executivo da Fiat, Sergio Marchionne, antecipando a divulgação de dados oficiais

Reuters

Os registros mensais de carros caíram novamente na França e na Itália em agosto com as marcas populares sofrendo ao mesmo tempo em que os países mediterrâneos suportam o peso da crise da dívida da zona do euro e seu efeito fulminante sobre a demanda do consumo.

As vendas francesas caíram 11%, para 96.115 carros em agosto, sendo o décimo declínio mensal registrado, disse a associação industrial CCFA. Já as vendas italianas caíram cerca de 20%, informou o presidente-executivo da Fiat Sergio Marchionne, antecipando a divulgação de dados oficiais.

Na Espanha, as vendas de automóveis cresceram 3,4% enquanto os clientes correram para concluir as compras e fugir de um aumento de impostos previsto para setembro. Analistas disseram que a tendência de baixa provavelmente deve retornar neste mês.

"Nós ainda não vemos sinais de recuperação no horizonte", disse o chefe do centro de estudos da indústria de automóveis francesa, Flavien Neuvy.

Para Neuvy, a maioria dos novos motoristas do país estão em um impasse, com as principais montadoras sendo as mais afetadas. "Estamos vendo uma polarização de demanda, com marcas premium e de baixo custo obtendo melhores resultados".

A média de mercado da Renault despencou 30% nos registros domésticos, mesmo com sua marca de baixo custo Dacia registrando um crescimento de 21% sobre as vendas de seu subcompacto Sandero e do SUV Duster.

As vendas domésticas da PSA Peugeot Citroen caíram em linha com a queda do mercado local, 11%. A segunda maior montadora da Europa está cortando mais de 10 mil empregos em seu país, enquanto se esforça para conter as perdas de montagem.

A Ford, que recentemente dobrou sua previsão de perdas de US$1 bilhão para todo o ano na Europa viu as vendas de agosto despencarem 17% na França e 22% na Espanha.

A Kia estava entre as marcas de baixo custo que registraram fortes crescimentos, enquanto a sul coreana e filial Hyundai continuou a desenvolver uma quota de mercado conjunto na Europa que atingiu 5,9% no primeiro semestre - alta de 1,2 pontos ano a ano.

A líder no continente, Volkswagen também continuou a conquistar negócios dos rivais. As vendas de sua marca homônima caíram 7,4% na França e subiram 8,7%, superando ambos os mercados.

A divisão de luxo da VW, Audi, cresceu 8,4% na França e 9,7% na Espanha, assim como a BMW cresceu nos dois mercados.